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O que diz a psicologia sobre as causas da preguiça e os seus sintomas
A preguiça é muitas vezes encarada como algo banal e que só existe em pessoas “fracas”. Contudo, essa visão simplista pode acabar piorando um problema sério – as causas da preguiça podem ser depressão, estresse, medo e por aí vai.
Essa visão simplista é o que acaba gerando diversos artigos sobre “como se livrar da preguiça”. O problema é que por ter uma visão tão simples sobre esse problema, os autores acabam dando respostas mais simples ainda.
A preguiça é um sentimento que pode revelar um problema maior ou até ser algo bom, dependendo da situação. Como saber o que ela é? Prossiga com a leitura do artigo e saiba mais sobre!
AFINAL, DO QUE SE TRATA A PREGUIÇA?
“A incerteza à nossa volta nós faz buscar por um momento de introspecção e um espaço para economizar a energia mental.”
A preguiça se trata de uma característica, muitas vezes definida como condição ou sentimento, que aborda a falta de vontade ou motivação. Ela costuma surgir na realização de tarefas, de atividades ou na aversão ao trabalho.
Sejam as tarefas físicas ou mentais, ela surge como uma morosidade para cumpri-las. Não se trata de uma doença, mas pode indicar a presença de alguma, sendo então uma preguiça patológica.
E o que é a preguiça para a psicologia? Para a professora de sociologia Arlie R. Hochschild, a preguiça é um sentimento ou emoção. Como tal, acaba tendo uma definição mais plástica e flexível, sendo diferente para cada indivíduo.
QUANDO A PREGUIÇA SE TORNA UM MALEFÍCIO?
A preguiça mental se torna um grande problema quando começa a afetar sua vida em diferentes aspectos. Alguns malefícios ocorrem no:
• Aspecto social: você se sente sem vontade para se relacionar com as pessoas. Você se afasta de família, amigos e cônjuge;
• Aspecto profissional: constantemente posterga tarefas do trabalho, o que dificulta que alcance certas metas. Em casos extremos, seu desempenho é tão abaixo que acarreta na demissão;
• Aspecto físico: a preguiça acaba levando ao sedentarismo e falta de ânimo, o que pode gerar obesidade ou algum transtorno mental.
Existe preguiça boa?
Apesar de ser um termo majoritariamente negativo, a preguiça segundo a psicologia pode ser necessária. Nesse momento de ócio, é mais fácil de entender os seus pensamentos, ações e práticas e pode descansar um pouco o cérebro e o corpo.
Aliás, a preguiça é um sinal de que o seu corpo e mente precisam de repouso. O problema é quando a preguiça mental e física começam a se tornar muito regulares e exageradas.
PREGUIÇA É O MESMO QUE CANSAÇO FÍSICO?
Apesar de serem muitas vezes relacionados, a preguiça é um sentimento gerado pela falta de vontade ou motivação para realizar tarefas. O cansaço físico se trata de uma estafa, ou seja, a resposta do corpo à sobrecarga por realizar inúmeras tarefas.
O cansaço pode ser causado por:
• Distúrbios emocionais, como síndrome de Burnout;
• Síndrome da fadiga crônica;
• Doenças respiratórias;
• Anemia.
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS DA PREGUIÇA?
Para alguns, a preguiça é causada por fraqueza, ociosidade, protelação ou procrastinação. Contudo, essas não são as causas da preguiça – muitas vezes sequer estão relacionadas com esse sentimento.
E quais podem ser as verdadeiras causas desse problema?
Medo excessivo
Há diversos medos que podem crescer em nosso interior: o medo de não cumprir com o que deveria, o de fracassar, o de não atender às expectativas, entre outros. Quando eles crescem, é mais confortável deixar para enfrentá-los outro dia.
A preguiça segundo a psicologia é, nesse caso, uma forma de evitar os medos que deixamos crescer em nosso interior. Contudo, eles acabam crescendo mais por causa disso.
Falta de propósito
A falta de propósito pode ser uma causa para a preguiça, mas geralmente é um agravador desse quadro. Se trata de uma falta de perspectiva ou a ausência de ânimo profissional na empresa onde trabalha.
“Se não há perspectiva de crescimento, por que tentar?”, esse é um pensamento recorrente que leva à preguiça.
Razões biológicas
Entrando no tópico da preguiça patológica, ela pode ser causada por condições médicas. Cansaço prolongado, desânimo e exaustão podem ser sintomas de um problema clínico mais sério.
Alguns problemas biológicos que podem levar à preguiça são alterações na glândula tireoide, diabetes, anemia, apneia do sono, doenças cardíacas e por aí vai.
Depressão
Ainda no tópico da preguiça patológica, a depressão é muitas vezes encarada como preguiça. Seus sintomas incluem a preguiça e a falta de vontade para realizar as mais diferentes tarefas.
Por isso que é relevante encarar o sentimento com mais seriedade – quanto mais cedo lidar com a depressão, melhor para o paciente.
QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA PREGUIÇA?
Por ser uma emoção, a preguiça é expressa de maneira individual. Para perceber os seus sintomas, é necessário buscar o autoconhecimento, que proporciona uma noção maior de si mesmo no aspecto mental e físico.
De qualquer forma, o principal sintoma é a falta de disposição para realizar certas tarefas. Um exemplo comum ocorre no trabalho, com muitas pessoas demonstrando uma certa aversão às atividades do emprego.
Outro grande sintoma é a lentidão ou moleza para realizar as tarefas. Essa morosidade é um sinal claro de que você está sofrendo de uma preguiça mental, o que pode levar a ações negligentes.
COMO SE LIVRAR DA PREGUIÇA?
Agora que entende melhor esse sentimento, é mais fácil de ter respostas sobre como se livrar da preguiça. Uma série de pequenas ações podem lhe ajudar a sair desse estado:
• Elabore uma alimentação saudável;
• Busque ficar mais ao ar livre
• Pratique mais exercícios físicos;
• Diminua o excesso de tempo em frente às telas digitais;
• Tenha melhores noites de sono;
• Pratique a meditação.
Uma outra ajuda eficiente é contar com o processo de coaching, que trabalha o autoconhecimento necessário para lidar com as causas da preguiça. Com ajuda profissional, é possível desenvolver esse aspecto da sua vida!
Com amor,
Soraya Contin
Psicóloga & Coach
Soraya Contin
Psicóloga & Coach
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