carreira

Ele tinha tudo para crescer. O problema não era técnico.

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Quando ele entrou no consultório, o problema era a carreira.

Estava estagnado. Competente, reconhecido pelo líder, respeitado pela equipe — e travado. Sem conseguir avançar do jeito que esperava.

Fui adentrando na história dele e fui encontrando algo diferente do que ele havia descrito.

Cada entrega precisava ser melhor do que a anterior. Cada tarefa virava um projeto maior do que precisava ser. O líder elogiava. A equipe cobrava. E ele ainda achava que poderia ter feito mais.

Não era exigência profissional. Era algo muito mais antigo do que isso.

Quando chegamos na dinâmica familiar dele, encontramos uma criança que não foi vista. Que não foi reconhecida. Que aprendeu que se fizesse mais, melhor, com mais detalhe — talvez dessa vez alguém percebesse.

Essa criança cresceu. Virou profissional competente, tecnicamente brilhante. Mas o padrão ficou.

E hoje ele não entrega tarefas. Ele tenta, através de cada entrega, conquistar uma aprovação que nunca veio quando mais precisava.

Quando ele entendeu isso, ficou em silêncio por alguns instantes.

Depois disse:

“Nunca tinha parado para pensar nisso. Mas faz total sentido. Eu não sabia que essa criança ainda estava tão viva dentro de mim.”

 

Esse é o ponto que ninguém fala sobre estagnação profissional.

Não é sempre falta de habilidade. Não é sempre falta de estratégia. Às vezes é um padrão emocional tão antigo que virou identidade — e a pessoa nem percebe que está operando a partir dele.

O profissional que se autocobra demais. Que nunca acha que está pronto. Que adia decisões esperando o momento perfeito. Que trabalha mais que todos e ainda sente que não é suficiente.

Quase sempre tem uma história por trás disso. Uma necessidade que não foi atendida lá atrás e que hoje aparece dentro das reuniões, nas entregas, nas relações com a liderança.

Competência emocional não é tema de RH.

É o que diferencia o profissional que cresce do que fica estagnado com todo o potencial do mundo.

Se você se reconheceu em alguma parte desse texto — me manda uma mensagem. Às vezes o que parece um problema de carreira é só o endereço mais recente de algo muito mais antigo. ????

Soraya Contin  |  Psicóloga Clínica · Terapia do Esquema




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